quarta-feira, 18 de maio de 2011

Poema - Noturno




NOTURNO



Ao anoitecer virás bater à janela
como os lepidópteros noturnos


seria lúcido talhar-se nesta noite
e interromper teu fluxo

tua carne exposta em mim
à mostra tuas entranhas

mas quero-te sem crime
a tecer casulos e depositar larvas

tua volição desnuda

debruçada
sobre o tapete da sala.


Alex Zigar