
O Beijo (1907- 1908)
Óleo sobre tela, 180 × 180 cm
Österreichische Galerie, Viena
Como é doce a noite que cai em teu colo
e o orvalho da manhã nos teus seios
Como é pura tua boca
macia e pura
rósea e de sonhos secretos
Trago fogo nos ladrilhos da alma
para queimar toda palha de desejo
Quero teus pés rodando e rodando
caminhando a luz do crepúsculo
E teus olhos claros
de pupilas felinas e todo castanho
pedindo sutilmente um beijo
Não
não posso negar-te nada
porque nada é meu
e nada sei sobre estas coisas escondidas
e sobre o amor que trago comigo
Querer e não querer
o que eu sei desta vontade ardente
que me prende na tua pele
igual ao sabor do vinho na uva
Alex Zigar
Alex, não saberia o que dizer do poema, mas gostei muito. Ele realmente transmite o fulgor do encontro, a confusão, o afeto, e o ímpeto da conexão amorosa incandescente.
ResponderExcluirRosa, não precisa dizer nada. Basta sua visita!
ResponderExcluirObrigado mais uma vez!
Abraços!