
Foto por Alex Zigar
Matam-se homens
Como se matam gados
Calam-se homens
Como se calam um carneiro
Com arame-farpado
Batem-se numa fúria vazia
Com sapatos sujos
A invadir e a perseguir
As ovelhas e os bezerros
A derramar o vinho e o leite
A plantar a solidão e lágrimas
Nos bebês e donas de casas
A nos assustar com cruzes
Ou anjos caídos
A mentir e a enganar
A subornar com café
Ou uma xícara de chá
Assaltam roubam
E retiram a esperança
Com uma faca profana
Ou uma arma insana
Matam-se homens
Pois é preciso matar
Alex Zigar
ADOREI seus versos Alex! Eu amo ler um poema e ter que voltar a primeira linha... pra ler, reler e ficar pensativa! Tô sem palavras! E se definitivamente não tivéssemos que viver o tempo de matar, mas sim o tempo de não morrer, de não morrer aos poucos...
ResponderExcluirAdorei amigo!
Go on... Go on!
:)
Luciana, é um prazer poder contar com você neste pequeno espaço destoante. Obrigado pela visita e pelo apoio. Em relação ao conteúdo do poema, infelizmente, vivemos num tempo de extrema violência urbana. Tempo de medo, tempo de covardes e de assassinos. A vida não tem nenhum valor, principalmente, a do pobre. O Estado faz questão de tapar os olhos para a multidão de anônimos que morrem diariamente, como se fosse algo comum. Estamos à mercê de qualquer um neste país, onde prolifera o cheiro putrefato da corrupção e do banditismo na política. Vivemos numa sensação de homicídio e injustiça constante no Brasil.
ResponderExcluirMais uma vez obrigado. Conto com seu incentivo para que o blog cresça mais.
Abraços