quinta-feira, 29 de abril de 2010

Poema - Meu Desejo

Gustav Klimt (1862 - 1918)
O Beijo (1907- 1908)
Óleo sobre tela, 180 × 180 cm
Österreichische Galerie, Viena


Como é doce a noite que cai em teu colo
e o orvalho da manhã nos teus seios
Como é pura tua boca
macia e pura
rósea e de sonhos secretos
Trago fogo nos ladrilhos da alma
para queimar toda palha de desejo

Quero teus pés rodando e rodando
caminhando a luz do crepúsculo
E teus olhos claros
de pupilas felinas e todo castanho
pedindo sutilmente um beijo

Não
não posso negar-te nada
porque nada é meu
e nada sei sobre estas coisas escondidas
e sobre o amor que trago comigo
Querer e não querer
o que eu sei desta vontade ardente
que me prende na tua pele
igual ao sabor do vinho na uva

Alex Zigar

2 comentários:

  1. Alex, não saberia o que dizer do poema, mas gostei muito. Ele realmente transmite o fulgor do encontro, a confusão, o afeto, e o ímpeto da conexão amorosa incandescente.

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  2. Rosa, não precisa dizer nada. Basta sua visita!
    Obrigado mais uma vez!
    Abraços!

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